Configurando AWSTATS pelos fontes

Este artigo eu colaborei para o site Dicas-L:

Lembramos desde já que apesar de ser muito mais simples instalar o AWstats pelo APT no Debian Gnu/Linux, estarei exemplificando a instalação através dos binários para que este conceito possa ser utilizado por outras distros.
Requisitos de sistema:
Perl 4.x ou superior
Servidor Apache 1.3.x ou superior
Compativel com os S.O’s: Gnu/Linux, BSD’s, Solaris, Irix, OS X, Windows entre outros
URL para download do aplicativo: http://awstats.sourceforge.net/
SO Utilizado: Debian Gnu/Linux Sarge 3.1 / Kernel 2.6.15

O Awstats é um software de análise de logs de acesso que pode ser utilizado para analisar logs de servidor Web e FTP. Em nosso caso iremos configurar para analisar o acesso de um servidor web Apache.
Preparando o terreno:

O Awstats faz a análise dos logs do servidor Apache em formato combinado ou seja digamos que você possue um host virtual no Apache como exemplo jaccon.org então os logs combinados deveriam ser configurados da seguinte forma:
Exemplo de NameVirtualHost
NameVirtualHost 192.168.0.1


ServerAdmin jaccon@jaccon.org
ServerName jaccon.org
DocumentRoot “/var/www/blog_jaccon.org/”
#============================
CustomLog logs/jaccon.org-access_log common
ErrorLog logs/jaccon.org-error_log
#============================

1º) Passo

A primeira tarefa depois de fazer download do Awstats é descompactar os scripts. Para isso usaremos o comando TAR conforme o exemplo abaixo:
tar -zxvf awstats-6.5.tar.gz

Será criada uma pasta chamada awstats-6.5 na raiz do diretório onde você se encontra.
2º) Passo

Execute o script de configuração dentro do diretório ./awstats=6.5/tools/awstats_configure.pl ex:
/awstats-6.5/tools/awstats_configure.pl

Siga as instruções do script. Pode ser que o script tenha algumas dificuldades de copiar os arquivos para as pastas certas e também adicionar os parametros dentro do arquivo de configuração do Apache. Para isso mostraremos como resolver este problema manualmente.
cp /awstats-6.5/awstats.pl /usr/local/apache2/cgi-bin/
cp -Rvf /awstats-6.5/wwwroot /usr/local/apache2/cgi-bin/

Acerte as permissões destes arquivos e diretórios
chmod 744 /usr/local/apache2/cgi-bin/awstats.pl
chmod 744 /usr/local/apache2/cgi-bin/wwwroot
3º) Passo

Para atualizar os relatórios do AWStats você deve executar o script awstats.pl utilizando as flags de comando -config e também -update assim como o exemplo abaixo:
cd /usr/local/apache2/cgi-bin
./wwwroot/cgi-bin/awstats.pl -config /etc/awstats/awstats.debianmagazine.org.conf -update

Obs: o arquivo awstats.debianmagazine.org.conf deve ser gerado automáticamente com a execução do script awstats_configure.pl, caso ele não seja criado você poderá utilizado o modelo que está localizado em:
/usr/local/apache2/cgi-bin/wwwroot/awstats.modelo.conf

Copie este arquivo para awstats.jaccon.org.conf e edite as seguintes linhas:
LogFile=”/usr/local/apache2/logs/jaccon.org-access_log”
LogFormat=1
DirData= /var/lib/awstats
DirCgi=”/cgi-bin”
DirIcons=”/icons”
SiteDomain=”jaccon.org”
HostAliases=”jaccon.org localhost 127.0.0.1″

Crie o diretório de caches do AWStats:
mkdir /var/lib/awstats ; chmod 775 /var/lib/awstats

4º) Passo

Agora se tudo ocorreu como deveria o AWStats já deve estar pronto para utilização. Para verificar entre na URL: http://192.168.0.1/cgi-bin/awstats

*Obs: Lembre-se o AWStats não gera os relatórios automáticamente, é necessário que você agente uma tarefa com o daemon Cron para que seja executado o script de atualização conforme mencionado acima. Caso você esteja utilizando o AWStats em um servidor em produção o ideal é que ele seja executado em horários de menos problemáticos pois o script consome uma porcentagem considerada de CPU quando os logs do Apache são extensos e complexos.

Com isso você terá sua solução de Log Analyzer com o AWStats.

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Knocking on servers doors

Artigo retirado do site Dicas-L da unicamp

Colaboração: Fabio Maximo

Essa dica é muito legal para quem tem servidores remotos e preocupa-se com segurança no SSH. Voce pode fechar todo fluxo na porta 22 e so voce abre quando precisa.

O knock é um daemon que atenta para o que ocorre em certas portas no servidor. Quando alguem “bate” nas portas certas e na ordem certa, um determinado comando é executado.

Importante notar que as portas não estão abertas. O Deamon checa isso a nivel de kernel, portanto um port scan não detecta diferença nenhuma entre uma porta que sera knockada e uma outra qualquer.

Uma vez que o knock tenha sido realizado corretamente, o comando padrao é liberar acesso ssh para o IP que knockou o servidor.

Poder ser adicionados outros comandos e combinacoes de porta.
Obter o programa

$ wget “http://www.zeroflux.org/knock/files/knock-0.5.tar.gz”

Descompactar

$ tar -xvzf knock-0.5.tar.gz

instalar

$ cd knock-0.5
$ ./configure
$ make
$ make install

Configurar

$ vi /etc/knockd.conf

Ainda configuracao

$ cd /etc/init.d/

O Seguinte script para inicialização foi escrito por Marcio Andreeta – utilizar mas manter a nota de autoria.

$ vi knockd
============================INICIO DO SCRIPT==========================
#!/bin/sh
# Script written by Marcio Luis Barsi Andreeta 04/07/2005
#
# This script starts/stops knockd
# normal UNIX system operation
#
# This file is installed as:
# /etc/rc.d/init.d/knockd
EXECUTABLE=/usr/local/sbin/knockd
# error “description”
error () {
/bin/echo $0: $* 2>&1
exit 1
}
# find the named process(es)
findproc() {
pid=`/bin/ps auxww |
/bin/grep root |
/bin/grep -e “$1\$” |
/bin/grep -v grep |
/bin/awk ‘{print $2}’`
/bin/echo $pid
}
# for testing purposes only
testproc() {
pid=`/bin/ps auxww |
/bin/grep root |
/bin/grep -e “$1\$” |
/bin/grep -v grep |
/bin/awk ‘{print $2}’`
/bin/echo $pid
}
# kill the named process(es)
killproc() {
pid=`findproc “$1″`
[ “$pid” != “” ] && kill -TERM $pid
}
# kill the named process(es)
forcedkillproc() {
pid=`findproc “$1″`
[ “$pid” != “” ] && kill -9 $pid
}
# Start/stop knockd
case “$1” in
‘start’)
/bin/echo -n “Starting knockd…”
# Check if the server is already running.
if [ -n “`findproc “$EXECUTABLE”`” ]; then
/bin/echo “knockd deamon is running.”
exit 0
fi
$EXECUTABLE &
/bin/echo “done”
;;
‘stop’)
/bin/echo -n “Stopping knockd…”
echo `findproc $EXECUTABLE`
if [ -z “`findproc “$EXECUTABLE”`” ]; then
/bin/echo “not running.”
exit 0
fi
killproc “$EXECUTABLE”
/bin/echo “done”
;;
*)
/bin/echo “Usage: $0 { start | stop }”
# for testing testing functions
echo “`testproc “$EXECUTABLE”`”
;;
esac
============================FIM DO SCRIPT==========================

Startar o serviço no RedHat / Fedora

“` $ service knockd start

Em outras distros

“` $ /etc/init.d/knockd start

Para que o mesmo starte no boot da maquina vamos adicionar um link no Run
Level 3 – Isso pode mudar de acordo com a distro.

$ cd /etc/rc3.d/ $ ln -s /etc/init.d/knockd S99knockd

Abaixo esta o conteudo do /etc/knockd.conf – Repare que o mesmo é muito
simples, dando opcao de configuracao do arquivo de log e os comandos abaixo
com as sequiencias de portas na opcao sequence.

==Conteudo do /etc/knockd.conf==

[options] logfile = /var/log/knockd.log

[openSSH] sequence = 7000,8000,9000 seq_timeout = 5 command = /usr/sbin/iptables -A INPUT -s %IP% -p tcp –dport 22 -j ACCEPT tcpflags = syn

[closeSSH] sequence = 9000,8000,7000 seq_timeout = 5 command = /usr/sbin/iptables -D INPUT -s %IP% -p tcp –dport 22 -j ACCEPT tcpflags = syn

Interessante que se voce quiser montar uma sequencia para outro comando voce
pode. Mas se voce tem shell, pra que mais?

Em todo caso poderiamos acrescentar:

[wall] sequence = 7001,8001,9001 seq_timeout = 5 command = /usr/bin/wall “TESTE OK” tcpflags = syn

Bem, mas como vamos bater nessa porta??

Simples:

De sua estação use o comando knock seguindo a sintaxe / exemplo abaixo:

knock [ip] [portas] $ knock 192.168.0.90 7001 8001 9001

Para os que usam estação Windows, ha um “batedor” para windows,
e a sintaxe é a mesma. Da para baixar do seguinte link:
http://www.zeroflux.org/cgi-bin/cvstrac.cgi/knock/wiki

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Configurando JRe e JSK

Java: Instalando o SDK e o JRE no Linux
Publicado em 6 de novembro de 2003

Este artigo do Mike Shigueru Matsumoto (fuji – fuji_linux@yahoo.com.br) ensina a instalar componentes essenciais do sistema Java: o ambiente J2SDK, para programadores, e o ambiente J2RE, para integrar o seu browser ou outra aplicação para rodar JAVA. Se a sua distribuição de Linux não automatiza esta tarefa, mãos à obra!

Nota do editor: as referências numéricas entre colchetes no texto levam a URLs listadas no final do artigo.

Instalando o SDK e o JRE

Autor: Mike Shigueru Matsumoto (fuji)

Email: [1]fuji_linux@yahoo.com.br

Data da última revisão: 31/10/2003

Revisado por: Nilson Nascimento da Silva (Nil100) – [2]nil100@pop.com.br

Nota de Copyright

Copyleft © 2003 – Mike Shigueru Matsumoto.

Permission is granted to copy, distribute and/or modify this document under the terms of the GNU Free Documentation License, Version 1.1 or any later version published by the Free Software Foundation; A copy of the license is included in the section entitled “GNU Free Documentation License”. [3]http://www.gnu.org

Este Documento abrange:

* Instalando e configurando o JAVA:
+ J2SDK Software Development Kit (para programadores)
ou
+ J2RE Runtime Environment (para usuários que necessitam rodar aplicações java)
+ Documentação, API do JAVA
* Instalando o “Eclipse”: um poderoso IDE para JAVA
* Configurando o Mozilla/Netscape para rodar aplicações JAVA

Introdução:

O J2SDK, Software Development Kit, é o pacote completo da SUN para programação seguindo os padrões do J2EE. Ou seja, você vai baixá-lo quando você precisar programar em JAVA. É um pacote de mais ou menos 30 MB e contém uma série de pacotes, classes e binários ( javac, appletviewer, javadoc, java ). É importante notar que este pacote já vem com o JRE (explicação mais abaixo), então você não vai ter que fazer o download separado do J2RE. E de extrema importância instalar também a Documentação JAVA, por isso vamos abordar ela no how-to também. Este é o pacote para o programador.

O J2RE, Runtime Environment, é um pacote de mais ou menos 13 MB e contém apenas o Virtual Machine. Ou seja, binários, pacotes e classes necessários para você rodar uma aplicação JAVA. Um bom exemplo disto é as Applets contidas em páginas WEB ( sites de banco é um bom exemplo ). Você vai precisar deste pacote quando você precisar acessar tais aplicações via browser ou qualquer outro meio. Você não vai precisar da Documentação JAVA neste ambiente. Se você não é um programador, e só quer acessar sites de Bancos e Aplicações Gráficas com o seu browser (mozilla, netscape) este é o ambiente que você precisa.

Veja bem qual ambiente você precisa e siga as instruções abaixo referente a cada um.

1 – Ambiente J2SDK, para programadores

2 – Ambiente J2RE, integrar o seu browser ou outra aplicação para rodar JAVA

Baixando os pacotes:

Todos os pacotes podem ser obtidos no endereço abaixo no próprio site da SUN.

[4]http://java.sun.com/j2se/1.4.2/download.html

Neste endereço você pode baixar o J2SDK, o J2RE e a documentação para os programadores.

Neste how-to, vamos baixar eles em versão binária (self-extracting) e não RPMs.

Procure pela versão J2SE v 1.4.2_02, e observe que em cada versão tem as opções de baixar JRE ou SDK.

Lembre-se de baixar as versões: “Linux self-extracting file”.

Um pouco mais abaixo também tem o link para a documentação. (J2SE 1.4.2 Documentation).

Clique nos respectivos links, aceite os termos de licenças e pronto. É só esperar…

Bem, se você vai instalar o ambiente de programação JAVA, ou seja você quer desenvolver em JAVA, no atual momento você deve estar com os seguintes pacotes:

j2sdk-1_4_2-linux-i586.bin

j2sdk-1_4_2-doc.zip

Para instalar apenas o J2RE para acessar aplicações JAVA via browser ou outro meio:

j2re-1_4_2_02-linux-i586.bin

Instalando e Configurando o J2SDK ou J2RE

Note que o arquivo é um self -extracting, então vamos apenas precisar dar permissão de execução para os pacotes, e depois executá-los:

Supondo que você baixou todos os arquivos dentro de:

/home/fuji/downloads/java

os passos para instalação seriam o seguinte:

OBS: Verifique se os comandos abaixo estão sendo executados como “root” ou outro usuário qualquer. Quando o comando começar com “#” é usuário root, e quando começar com “$” é usuário normal. Todos os passos feitos como “root” devem ser feitos com extremo CUIDADO para não danificar o seu sistema.

Vamos instalar todos os dois ambientes dentro de /usr/local

Para removê-los depois, basta remover os seus repectivos diretórios.

Também vamos assumir que você baixou todos os pacotes dentro do seguinte diretório: /home/fuji/downloads/java.

1 – Ambiente J2SDK

Copiando o pacote J2SDK para /usr/local:

# cp /home/fuji/downloads/java/j2sdk-1_4_2-linux-i586.bin /usr/local

Dando permissão de execução para o J2SDK para extração:

# cd /usr/local

# chmod +x j2sdk-1_4_2-linux-i586.bin

Executando a Instalação:

# ./ j2sdk-1_4_2-linux-i586.bin

Vai ser aberto um termo de aceitação, aperte barra de espaço até chegar no final dele, escreva “yes” para aceitar e espere…

Note que no final da instalação vai existir dentro do seu diretório /usr/local um subdiretório, j2sdk1.4.2

# ls -l /usr/local

drwxr-xr-x 10 root root 4096 Out 21 11:41 j2sdk1.4.2

Pronto seu java já está instalado! Agora você pode instalar a documentação do programador.

Copie o arquivo .zip da documentação para o diretório de instalação do J2SDK:

# cp /home/fuji/downloads/java/j2sdk-1_4_2-doc.zip /usr/local/j2sdk1.4.2

Agora basta extrair:

# cd /usr/local/j2sdk1.4.2

# unzip j2sdk-1_4_2-doc.zip

Sua documentação já está instalada. Quando precisar ver APIs, GUIDES do Java, entre com seu browser favorito dentro de “/usr/local/j2sdk1.4.2/docs” e procure pelos arquivos “index.html” dentro dos diretórios.

Agora podemos remover os arquivos j2sdk-1_4_2-linux-i586.bin e j2sdk-1_4_2-doc.zip porque já os instalamos:

# rm -f /usr/local/j2sdk-1_4_2-linux-i586.bin

# rm -f /usr/local/j2sdk1.4.2/ j2sdk-1_4_2-doc.zip

2 – Ambiente J2RE

Para instalar apenas o J2RE é muito fácil também, vamos instalar também dentro de “/usr/local”

# cp /home/fuji/downloads/java/j2re-1_4_2_02-linux-i586.bin /usr/local

Mude a permissão e comece a instalação:

# cd /usr/local

# chmod +x j2re-1_4_2_02-linux-i586.bin

# ./j2re-1_4_2_02-linux-i586.bin

Pronto!!! Aceite o termo de licença, e veja que já foi criado para você o diretório “j2re1.4.2_02”:

# ls /usr/local

drwxr-xr-x 8 root root 4096 Out 31 11:27 j2re1.4.2_02

Configurando as variáveis ambientes:

Para as duas instalações, não muda muita coisa. Precisamos criar algumas variáveis ambiente e atualizarmos outras. Para facilitar o upgrade do J2SDK ou do J2RE posteriormente, e evitarmos a configuração errada do ambiente, vamos criar um link simbólico ( um atalho ) para as nossas instalações. Execute os comandos abaixo:

1 – Ambiente J2SDK

# ln -s /usr/local/j2sdk1.4.2 /usr/local/java

# ls /usr/local

drwxr-xr-x 10 root root 4096 Out 21 11:41 j2sdk1.4.2

lrwxrwxrwx 1 root root 22 Out 21 11:41 java -> /usr/local/j2sdk1.4.2/

2 – Ambiente J2RE

# ln -s /usr/local/j2re1.4.2_02 /usr/local/java

# ls /usr/local

drwxr-xr-x 10 root root 4096 Out 21 11:41 j2re1.4.2_02

lrwxrwxrwx 1 root root 22 Out 21 11:41 java -> /usr/local/j2re1.4.2_02/

Veja, o quanto este passo acima pode ser bom!!! A partir de agora, podemos sempre usar o diretório “/usr/local/java” e não precismos ficar guardando explicitamente o nome do diretório completo com todas as letras das versões.

Se você precisar instalar uma nova versão no futuro, tipo um j2sdk1.5, basta apenas instalar e refazer o link “/usr/local/java” apontar para este novo diretório. Você não vai ter que precisar mexer em nada nas variáveis ambientes do Sistema.

Para criar as váriáveis Ambientes, você poderia editar diretamente o arquivo: “/etc/profile”. No entanto, a maioria das distribuições, criam arquivos separados para cada situação desta. Vamos fazer esta solução para ficar mais organizado.

Para os dois ambientes:

Verifique se dentro do arquivo “/etc/profile” possui as seguintes linhas:

for i in /etc/profile.d/*.sh ; do

if [ -x $i ]; then

. $i

fi

done

Se não tiver, edite o arquivo /etc/profile com o seu editor de textos favorito e coloque-as. (mcedit, vi).

Estas linhas acima vão procurar dentro do diretório “/etc/profile.d” todos os arquivos terminados com a extensão *.sh com permissão para execução e executá-los.

Vamos criar o nosso arquivo de configuração das variáveis dentro deste diretório com a extensão .sh.

Como o arquivo “/etc/profile” é lido toda vez que alguém faz logon, ele, através das linhas acima, vai chamar o nosso script dentro de “/etc/profile.d/”. Se o diretório “/etc/profile.d” não existir basta criá-lo:

# mkdir /etc/profile.d

Criando o arquivo:

Primeiro vamos criar o arquivo, e dar a permissão de execução para ele:

# touch /etc/profile.d/java.sh

# chmod +x /etc/profile.d/java.sh

Agora basta apenas editar o arquivo com seu editor favorito.

1 – Ambiente J2SDK

O conteúdo do arquivo deve ser:

#!/bin/sh

JAVA_HOME=”/usr/local/java”

JRE_HOME=”/usr/local/java/jre”

CLASSPATH=”$JAVA_HOME:$JAVA_HOME/lib:$JRE_HOME/lib:.”

MANPATH=”$MANPATH:$JAVA_HOME/man”

JAVA_DOC=”$JAVA_HOME/docs”

PATH=”$PATH:$JAVA_HOME/bin:$JRE_HOME/bin”

export JAVA_HOME JRE_HOME CLASSPATH MANPATH JAVA_DOC PATH

OBS: Note que na variável CLASSPATH existe um . (ponto) também. Este ponto indica que o compilador java deve procurar por classes dentro do diretório corrente também.

2 – Ambiente J2RE

#!/bin/sh

JAVA_HOME=”/usr/local/java”

CLASSPATH=”$JAVA_HOME:$JAVA_HOME/lib”

MANPATH=”$MANPATH:$JAVA_HOME/man”

PATH=”$PATH:$JAVA_HOME/bin”

export JAVA_HOME CLASSPATH MANPATH PATH

Testando

Seu ambiente J2SDK ou J2RE já está funcionando. Basta você efetuar logon novamente para que o arquivo que /etc/profile leia o arquivo /etc/profile.d/java.sh novamente.

Execute os comandos abaixo:

# su –

# set | grep -i java

CLASSPATH=/usr/local/java:/usr/local/java/lib:/usr/local/java/jre/lib:.

JAVA_HOME=/usr/local/java

JRE_HOME=/usr/local/java/jre

PATH=/usr/lib/kde3/bin:/bin:/usr/bin:/usr/X11R6/bin:/usr/local/bin:/usr/bin/X11:/usr/games:/usr/local/bin:/usr/local/java/bin:/usr/local/java/jre/bin:/usr/lib/qt3/bin:/home/fuji/bin

Verifique na saída do comando acima que as variáveis foram criadas corretamente.

1 – Ambiente J2SDK, crie uma aplicação java HelloWorld para testar:

Como seu usuário comum ( não root ) faça:

$ touch /home/fuji/HelloWorld.java

Edite o arquivo abaixo e coloque o seguinte código dentro dele:

public class HelloWorld {

public static void main(String[] args) {

System.out.println(“HelloWorld”);

}

}

Compile o código acima:

$ javac /home/fuji/HelloWorld.java

Execute o programa:

$ java /home/fuji/HelloWorld

HelloWorld

2 – Ambiente J2RE ( CONFIGURANDO O MOZILLA)

Para o Ambiente 2 vamos configurar o Mozilla para rodar aplicações java. O mesmo procedimento deve ser feito para você rodar aplicações java no 1 Ambiente, no entando o caminho do jre vai ser diferente somente isto.

Para integrar o Mozilla com o Java apenas execute o comando abaixo:

1 – Ambiente J2SDK

# ln -s /usr/local/java/jre/plugin/i386/ns610/ libjavaplugin_oji.so \

/usr/lib/mozilla/plugin/libjavaplugin_oji.so

2 – Ambiente J2RE

# ln -s /usr/local/java/plugin/i386/ns610/ libjavaplugin_oji.so \

/usr/lib/mozilla/plugin/libjavaplugin_oji.so

Para os dois ambientes veja se o link foi criado corretamente:

Para o J2SDK

# ls -l /usr/lib/mozilla/plugin

lrwxrwxrwx 1 root root 43 Out 21 15:18 libflashplayer.so -> /usr/lib/netscape/plugins/libflashplayer.so

lrwxrwxrwx 1 root root 58 Out 21 15:29 libjavaplugin_oji.so -> /usr/local/java/jre/plugin/i386/ns610/libjavaplugin_oji.so*

-rwxr-xr-x 1 root root 19332 Mar 17 2003 libnullplugin.so*

Para o J2RE

# ls -l /usr/lib/mozilla/plugin

lrwxrwxrwx 1 root root 43 Out 21 15:18 libflashplayer.so -> /usr/lib/netscape/plugins/libflashplayer.so

lrwxrwxrwx 1 root root 58 Out 21 15:29 libjavaplugin_oji.so -> /usr/local/java/plugin/i386/ns610/libjavaplugin_oji.so*

-rwxr-xr-x 1 root root 19332 Mar 17 2003 libnullplugin.so*

Para o teste final, abra o mozilla e entre em alguma página com applets. Um bom lugar é o ICQ-OnLine.

Experimente entrar em: [5]http://go.icq.com

Se ele abrir um popup com o o ICQ, tudo está OK!!!

Instalando o Eclipse, um IDE ( Integrated Development Environment – Ambiente de Desenvolvimento Integrado ) para JAVA

Se você instalou o J2SDK você vai precisar de um bom ambiente de programação. O Eclipse é a resposta para isto…

Nota: Quem instalou somente o JRE não precisa do Eclipse. Ele é uma software chamado de IDE que ajuda o programador com um ambiente gráfico de fácil manipulação.

Primeiramente baixe esta versão 3.0M4 do eclipse em:

ftp://download.eclipse.org/S-3.0M4-200310101454/

Versão:

eclipse-SDK-3.0M4-linux-gtk.zip

Esta versão tem se mostrado muito rápida e mais estável em vários aspéctos. Veja bem que ela é a versão para GTK.

Programar em JAVA com ele é muito fácil e rápido. Além disto ele aceita a instalação de vários plugins que aumentam sua velocidade e facilidade de desenvolvimento.

Para uma instalação dentro de /usr/local proceda da seguinte maneira:

Supondo que o arquivo eclipse-SDK-3.0M4-linux-gtk.zip foi baixado dentro de /home/fuji/downloads/java/ide:

# cp /home/fuji/downloads/java/ide/eclipse-SDK-3.0M4-linux-gtk.zip /usr/local

Descompacte o arquivo:

# cd /usr/local

# unzip eclipse-SDK-3.0M4-linux-gtk.zip

Vai ser criado dentro do diretório /usr/local um subdiretório chamado “eclipse”.

Se você quiser, agora já pode remover o eclipse-SDK-3.0M4-linux-gtk.zip para liberar espaço.

# rm /usr/local/eclipse-SDK-3.0M4-linux-gtk.zip

Para iniciar o eclipse você apenas precisa executar o binário eclipse dentro deste diretório.

No entanto, é bom notar que quando você executa o Eclipse pela primeira vez, o eclipse cria um diretório chamado “workspace” no diretório corrente. Este diretório serve para guardar os seus “projetos” java de forma organizada e algumas informações que o eclipse usa. Ou seja, se você como usuário final executar:

$ cd /home/fuji/tmp

$ /usr/local/eclipse/eclipse

Vai ser criado o diretório “workspace” dentro de “/home/fuji/tmp”. Porque este era o diretório corrente antes de iniciá-lo. (/home/fuji/tmp/workspace)

Muitas pessoas tem problemas de execução do eclipse simplesmente por isso. Como usuário final, no meu exemplo o “fuji”, executar os comandos abaixo:

$ cd /usr/local/eclipse

$ ./eclipse

vai causar um erro, porque o usuário fuji não tem permissão para gravar dentro do diretório /usr/local/eclipse e o eclipse não vai ser iniciado.

No entanto, ficar lembrando de entrar toda vez no mesmo diretório que você executou a primeiria instalação pode ser muito chato, e na verdade esquecemos disto facilmente. Resultado: Começa a ser criado diretórios “workspace” em todo lugar.

Para resolver isto, eu pessoalmente, tenho criado um script de inicialização para o eclipse. Outros programadores devem ter outras soluções talvez até mais finas, mas eu tenho usado esta e tem funcionado muito bem.

Crie o script de inicialização dentro de um diretório já definido na sua variável ambiente PATH.

O diretório /usr/local/bin é um bom local para isto.

# touch /usr/local/bin/eclipse

# chmod +x /usr/local/bin/eclipse

Agora coloque as seguintes linhas dentro dele:

#!/bin/sh
# Script de Inicialização do Eclipse
# Cria um diretório dentro do diretório home do usuário chamado “java”
# Quando o Eclipse iniciar a primeira vez vai ser criado o diretório “workspace”
# Ex: /home/usuario/java/workspace
# By: Mike Shigueru Matsumoto – [6]fuji_linux@yahoo.com.br
# Ultima revisão: 31/10/2003

if [ ! -x $HOME/java ]; then
mkdir $HOME/java
fi
cd $HOME/java
/usr/local/eclipse/eclipse

Agora simplesmente crie um link simbólico no seu ambiente de trabalho gráfico preferido chamando simplesmente o comando “eclipse”. No Kde por exemplo, você pode pressionar: ALT + F2 e digitar “eclipse” na guia.

Pronto!!! Agora você já está bem equipado para desenvolver em JAVA. Boa programação.

Sites:

[7]Java – http://java.sun.com

[8]Eclipse – http://www.eclipse.org

[9]Plugins Eclipse – http://www.eclipse.org/community/index.html

Espero ter ajudado, e qualquer dúvida, fique a vontade em me enviar um email.

Se você quiser contribuir e melhorá-lo, sugestões serão bem vindas…

Abraços,
Mike Shigueru Matsumoto, 31 de outubro de 2003

Referências externas:

1. mailto:fuji_linux@yahoo.com.br
2. mailto:nil100@pop.com.br
3. http://www.gnu.org/
4. http://java.sun.com/j2se/1.4.2/download.html
5. http://go.icq.com/
6. mailto:fuji_linux@yahoo.com.br
7. http://java.sun.com/
8. http://www.eclipse.org/
9. http://www.eclipse.org/community/index.html

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Configurando velocidade de placa de rede no linux com ethtool

Configurando a velocidade de sua placa de rede

Colaboração: Rodrigo Pace de Barros

Configurar a velocidade em que uma placa de rede funciona é simples. Para fazê-lo em ambientes que utilizem RedHat (ou sistemas operacionais provenientes dele, como o CentOS), deve-se utilizar o comanto ethtool da seguinte forma:

Como root, digite:

ethtool -s speed duplex autoneg

onde

* : Placa de rede que se deseja alterar a velocidade.

* : Velocidade utilizada nesta configuração. Pode ser 10/100 e até 1000 dependendo da placa. Normalmente coloca-se off quando a configuração original da placa é alterada.

* : Indica se a placa trabalhará em half-duplex ou full-duplex. Para configurarmos como full-duplex, utilize a string “duplex”. Para configurar como half-duplex, utilize a string “half”.

* : indica se a placa terá a capacidade de auto negociar a sua velocidade com o switch. Normalmente utiliza-se o “off” quando alteramos as configurações de velocidade e multiplexação da placa.

Assim, caso seja necessário configurar a placa eth0 em 100 full-duplex, utilze o comando:

ethtool -s eth0 speed 100 duplex full autoneg off

Para que estas configurações sejam permanentes no sistema, deve-se editar o arquivo de configuração que gerencia estas informações.

Acesse o diretório onde os arquivos de configuração das placas de rede se encontram:

# cd /etc/sysconfig/network-scripts

Dentro deste diretório existirá um arquivo por interface de rede. Assim, caso você tenha em seu computador 2 interfaces “eth”, você terá os seguintes arquivos:

* ifcfg-eth0
* ifcfg-eth1

Claro que existirá o arquivo para a interface de loopback, denominada “ifcfg-lo”. Porém esta não será vista aqui.

Para configurar a velocidade nas placas de rede, edite o arquivo desejado:

# vi ifcfg-eth0

e insira nele a seguinte linha:

ETHTOOL_OPTS=”autoneg speed duplex

Assim, caso seja necessário configurar a placa eth0 em 100 full-duplex, utilze a string:

ETHTOOL_OPTS=”autoneg off speed 100 duplex full”

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Compartilhando Internet pelo OS X 10.4.x com apenas uma interface de rede

1º) Clique no ícone System Preferences na dock;

2º) Clique em Network;

3º) Selecione a Opção Network Port Configurations em Show;

4º) Selecione Built-in Ethernet, e depois clique no botão Duplicate;

5º) Aparecerá um Box pedindo o nome da nova interface, coloque algo como en0alias, depois clique em en0alias

6º) Clique novamente em System Preference na Dock;

7º) Clique em Sharing
Selecione a Aba Internet
Selecione Built-in Ethernet em “Share your connection from: “
No campo ” To computers using:” selecione Built-in Ethernet

Com isso seu link deverá estar compartilhado e funcionando corretamente.

Referências:
http://www.afp548.com/Articles/system/multihoming.html

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